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Marketing de Conteúdo

Conheça detalhes sobre a estratégia que é até 62% mais barata e até 3x mais efetiva que os meios de marketing tradicionais. 

ENGAJAR COM SEU PÚBLICO ATRAVÉS DA CRIAÇÃO DE CONTEÚDO RELEVANTE É UMA ÓTIMA ESTRATÉGIA PARA ATRAIR E GERAR VALOR PARA AS PESSOAS, DE MODO A CRIAR UMA PERCEPÇÃO POSITIVA DA SUA MARCA E ASSIM GERAR MAIS VENDAS.

Propagandas interruptas e que muitas vezes não tem nenhuma relação com as suas preferências não fazem mais sentido, afinal os consumidores, mais do que nunca, têm poder sobre o que consomem, seja na TV ou mais ainda online.

Você assiste a comerciais? Por mais que a sua resposta seja positiva, eles com certeza não afetam tanto os seus hábitos de consumo quanto antigamente.

Mas se isso já não funciona mais, o que fazer para que o seu público conheça e se interesse pela sua empresa?

Aí é que surge o Marketing de Conteúdo: uma estratégia de atração de clientes através de conteúdo relevante e valioso.

Dessa maneira, além de gerar valor e aumentar o engajamento dos seus potenciais clientes com a sua marca, você melhora a sua visibilidade online e diminui os custos com ações de Marketing.

Marketing de Conteúdo na prática

O primeiro passo é conhecer o seu consumidor ideal (sua persona).

A ideia aqui não é atrair qualquer pessoa, e sim focar a sua estratégia naquelas que realmente têm interesse e potencial de consumo dos seus produtos. Assim, você diminui os seus investimentos e os direciona para as pessoas certas.

Depois você monta a sua estratégia de conteúdos, entendendo quais são os assuntos relacionados a sua área de atuação que realmente podem engajar os seus clientes em potencial.

Aí você começa uma estratégia de criação e divulgação desses conteúdos em seu blog, para que eles sejam encontrados pelo seu público através do Google, de outros mecanismos de buscas e de outros canais relevantes.

Por que ter um blog?

O blog é o melhor canal de divulgação dos conteúdos de uma estratégia como essa. Primeiro porque ele é um canal exclusivamente seu para comunicação com o seu público.

Segundo porque, através de um blog, você consegue otimizar os seus conteúdos para motores de busca, isso é, para que eles sejam encontrados no Google e conquistem boas posições!

Benefícios do Marketing de Conteúdo

Agora que você já sabe como funciona, vamos listar alguns motivos para que você entenda porque precisa começar a sua estratégia o quanto antes!

BenefícioComo funciona?
Melhora a sua visibilidade onlineCada novo conteúdo é uma nova oportunidade de ser encontrado por seus clientes e potenciais clientes online, seja falando sobre o seu produto e principalmente através de assuntos relacionados a sua área de atuação.
Melhora o relacionamento com os clientesCom o conteúdo os seus clientes e potenciais clientes tem diversos canais e motivos para interagirem com a sua marca, tornando o relacionamento mais próximo e saudável.
Aumenta o engajamento com a marcaAlém disso, se você os ajuda através de conteúdos relevantes e de valor, isso aumenta o engajamento deles com a sua marca, trazendo fidelidade e ajudando na promoção do seu negócio.
Gera oportunidades para o seu time de vendasAtravés de uma estratégia de conteúdos madura você começa a gerar leads, que nada mais são que contatos interessados no que a sua empresa faz, para que o seu time de vendas entre em contato e aumente suas vendas!
Aumenta as vendas — naturalmenteAlém dos contatos gerados, as pessoas começaram a, espontaneamente, consumirem os seus produtos e serviços, ao passarem pela Jornada do Consumidor e chegarem ao fundo do funil de vendas, onde entendem como o que você faz pode ser a melhor solução para o problema dela.Ou seja: quando o cliente estiver pronto, ele irá até você!
Traz previsibilidade ao negócioTodas as ações de Marketing de Conteúdo são mensuráveis. Isso mesmo. Todas!Isso traz previsibilidade ao seu negócio, já que assim você conseguirá saber exatamente o impacto das suas ações de Marketing para o seu negócio, o que precisa fazer para gerar mais oportunidades e quais a previsão dos resultados para os próximos meses.
Diminui os seus custosDe cara, o Marketing de Conteúdo pode custar até 62% menos que outras estratégias de Marketing, o que já é incrível!Mas lembra que dissemos que todas as ações são mensuráveis certo? Além de previsibilidade para sua empresa, isso ajudará você a entender exatamente o que traz e o que não traz resultados para o seu negócio.Assim você poderá direcionar os seus recursos para o que realmente funciona, diminuindo gastos que não trariam bons frutos!

Dados que comprovam o sucesso de estratégias de conteúdo

Segundo a Content Trends, maior pesquisa sobre Marketing de Conteúdo do país, 71% das empresas já adotam de alguma forma uma estratégia como essa.

Dentre as empresas que adotam, elas recebem até 2,2x mais visitas e geram 3,2x mais oportunidades de negócio!

Além disso, as empresas que produzem mais de 13 conteúdos por mês conquistam até 4,2 vezes mais visitas do que as publicam menos que isso.

E isso com certeza justifica o aumento do investimento na estratégia, já que a previsão dentre os respondentes era de que 65%.

Entenda se essa é a estratégia certa para sua empresa agora mesmo

Nossa equipe está à disposição para entender tudo sobre seu negócio.

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Fonte: Rock Content

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Empresários cristãos devem ter “sentido de missão”

Universidade Católica Portuguesa em Lisboa acolheu o 26.º Congresso Mundial da União Internacional Cristã dos Dirigentes de Empresas (Uniapac), centrado no tema ‘O negócio como uma nobre vocação’.

Domingos Pinto – Lisboa

“O nosso desafio é estar no mundo, sem ser do mundo, para transformar o mundo, e este é um modelo que nos torna mais exigentes”.

Declarações à VATICAN NEWS de João Pedro Tavares, presidente da Associação Cristã de Gestores e Empresários em Portugal, que acolheu de 22 a 24 de novembro em Lisboa o 26.º Congresso Mundial da União Internacional Cristã dos Dirigentes de Empresas (Uniapac).

Uma vocação que deve ser vivida “com sentido de missão, centrada no longo prazo, na criação de valor, na justa distribuição de valor, na defesa da dignidade da pessoa humana, na promoção do bem comum,” diz aquele responsável que defende uma mudança da “matriz base do sistema financeiro”.

“A realidade social e a inclusividade são realidades que têm de fazer parte do mundo dos negócios”, explica João Pedro Tavares que cita o Papa Francisco para dizer que “a ética está nas pessoas, não está na tecnologia”.

Numa mensagem enviada aos cerca de 450 empresários, cristãos e não cristãos que participaram no congresso, o Papa saudou a iniciativa e pediu aos empresários para “serem fiéis” à sua “vocação e missão”.

Isto “implica manter um equilíbrio delicado entre inovação e competitividade e ao mesmo tempo o progresso em ordem ao bem comum, à dignidade humana e ao uso apropriado dos recursos naturais”, precisa o papa.

Por sua vez, o Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, enviou uma vídeo-mensagem aos congressistas na qual sublinha que “promover a dignidade da pessoa no meio empresarial implica uma atenção constante ao mérito, à promoção da equidade e da justiça, mas também da competência, do sentido do serviço dos outros”.

A abertura dos trabalhos contou também com uma intervenção gravada do Cardeal Peter Turkson, Presidente do Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral, da Santa Sé.

Aquele prelado defendeu que o “capital” financeiro só será verdadeiramente uma mais-valia se chamar “à livre responsabilidade de ajudar os mais pobres”.

A União Internacional Cristã dos Dirigentes de Empresas atribuiu ainda neste congresso o prémio ‘Negócio como uma nobre vocação” ao filipino Ramon del Rosario, por um projeto que privilegia o apoio às populações carenciadas daquele país.

O próximo congresso da Uniapac vai ter lugar nas Filipinas em 2021, revelou em Lisboa o presidente daquele organismo, Rolando Medeiros, que destacou a relevância do evento “acontecer durante as comemorações dos 500 anos da evangelização cristã das Filipinas”.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2018-11/empresario-cristaos-portugal.html
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Análise de Concorrência – Porque você deve fazer em sua Estratégia de Marketing?

Uma análise de concorrência é um estudo sobre a atuação dos outros players do seu mercado. O objetivo é deixá-la o mais completa possível, levando em consideração suas características, estratégias, público-alvo, produtos, entre vários outros elementos.

O ponto mais importante de uma análise de concorrência é oferecer a você um retrato fiel a respeito da disputa que a sua própria empresa tem em seu ramo de atuação. Se falta informação nesse estudo, podem ocorrer problemas de planejamento e execução capazes de comprometer os seus resultados.

Se chegou até aqui, este post é para você!

Por que fazer uma análise de concorrência?
Você precisa saber o que está se passando no seu mercado para planejar e executar as melhores ações para a sua empresa. Trabalhar “no escuro” não é nada produtivo e pode prejudicar seriamente os seus resultados, além ampliar a vantagem dos seus concorrentes.

Portanto, ela se faz essencial para que você consiga encontrar oportunidades valiosas para a sua própria estratégia. Por exemplo, você pode detectar uma certa falha no marketing de um concorrente e elaborar um plano para se aproveitar dela.

A análise de concorrência também ajuda a sua empresa a se preparar em relação à atuação dos concorrentes. Ao saber a respeito de novos lançamentos ou campanhas de marketing, é possível garantir uma melhor abordagem do seu próprio lado e evitar surpresas.

Como fazer uma análise de concorrência?
Agora que você já sabe o que é uma análise de concorrência e qual a sua importância, o próximo passo é aprender como fazer tudo isso. Afinal, para obter bons resultados, é necessário acertar na condução dessa tarefa. Qualquer erro pode comprometer a qualidade dos seus retornos.

Veja a seguir os principais critérios que devem ser levados em conta ao fazer a sua análise de concorrência:

Concorrentes não são inimigos
Um dos passos definitivos da sua análise de concorrência consiste em selecionar quais integrantes do seu mercado efetivamente farão parte desse estudo. Como é impraticável incluir literalmente todos, você precisa escolher aqueles que têm uma relação mais direta com a sua empresa.

Área de atuação 
Não se limite a optar apenas por empresas do mesmo segmento que o seu. Uma análise de concorrência tem que levar em conta o contexto geral. Por exemplo, pode ser que seu produto concorra com o de outra empresa que não necessariamente é sua concorrente direta. Nesse caso, vale uma inserção.

Estratégias de marketing
A maneira como os seus concorrentes se posicionam em matéria de marketing deve ser um dos elementos da sua análise. Essa abordagem terá um impacto na sua própria atuação, então, é importante estar por dentro dela. É a partir daí que podem surgir oportunidades valiosas para você.

Valores
O que os seus concorrentes defendem como “bandeira”? A sua análise precisa incluir esse critério, porque serve como um forte diferencial na atuação deles, tendo um impacto direto na sua estratégia.

Preço de Venda
Como os seus concorrentes apresentam os preços de seus produtos. Quais são os seus apelativos, formas de pagamento, descontos e principais ações.

 Público-alvo vs Nicho
Um dos pilares de uma análise de concorrência, o público deve servir como um critério decisivo, afinal, é o que pode colocar as outras empresas em direto conflito com a sua. É importante também levar em consideração a quais segmentos específicos seus produtos são direcionados, se isso se aplicar.

Let’s Go?
Agora você já tem todas as informações que precisa para começar a planejar a sua análise de concorrência. Essa ferramenta será decisiva para que você conte com resultados cada vez melhores em sua atuação, já que permitirá encontrar oportunidades valiosas para o seu negócio.

É importante ressaltar que a sua análise de concorrência não deve ser definitiva. Com o passar do tempo, novos players surgirão no seu mercado ou até mesmo as empresas já analisadas podem mudar de alguma forma a própria atuação. Portanto, o seu estudo deve estar atualizado para sempre refletir a realidade.

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Por que B16? – 9 Dicas de como escolher o nome para sua empresa

“Foi um longo período de escolha para o nome da nossa agência, queríamos um nome que definisse nossa história enquanto uma empresa cristã, pois o nome diz diretamente sobre a identidade e a missão.”

No briefing, queríamos um nome fácil de lembrar, por isso tinha que ser curto, que seja comum no meio cristão mas que não soasse estranho no meio secular, pois afinal queremos estar no meio da sociedade trabalhando como autênticos cristãos, daí que veio a ideia de buscar por abreviações.
Dentre tantas sugestões lembramos do nosso amigo o Papa Emérito Bento XVI.
Os fundadores da Agência B16 tem em suas histórias pessoais um grande carinho pelo pontificado do Papa Bento XVI, mas o ponto central que os fez decidir pelo nome foi lembrar que este papa contrariando o que alguns diziam sobre ele, foi o primeiro pontífice a entrar em uma rede social, mostrando algo que defendemos muito, a utilização dos novos meios de comunicação em prol da evangelização.

Para explicar melhor todo o contexto da criação de um name separamos 9 dicas que nos ajudou a definir o nome da nossa agência.

 

Escolher um bom nome para a empresa é essencial para que sua marca seja lembrada com facilidade pelos clientes. Mas chegar a um bom nome não é uma tarefa fácil.

O nome molda a identidade do negócio. Em tese, é como decidir como uma criança vai se chamar. É algo permanente, que dura para a vida toda. Por isso é preciso analisar várias opções com calma até chegar à melhor escolha.

1 – Seja claro
Tanto o som quanto a sensação que o nome do seu negócio transmite devem sugerir exatamente o que a sua marca é. Por exemplo: um nome como “NhamNham” sugere algo relacionado à comida. Portanto, não é uma boa marca para um negócio de finanças. O nome se tornaria confuso e desencorajador. Uma empresa de finanças deveria usar um nome relacionado a números, planilhas, livros.

2 – Faça o nome vender a identidade da marca
Além de ser claro, o nome precisa ser descritivo. Deve transmitir informação sobre o ramo da empresa, a atitude, os objetivos. Mas isso não significa que o nome precisa ser literal ao produto ou serviço, mas deve captar a essência, a experiência e os benefícios da marca. A Amazon, por exemplo, escolheu um nome que sugere algo grande e abrangente.

3 – Crie um nome fácil de lembrar
O cérebro humano não é muito bom para guardar nomes porque guarda essas informações na memória de curto prazo. É como se nossa cabeça fosse um computador que trabalha com muitas informações simultâneas por um tempo, com uma série de janelas abertas. Uma hora o sistema trava e esquecemos coisas. Para ser facilmente lembrado, o nome precisa estar relacionado a uma sensação, atitude, um sentimento. Assim o cérebro terá facilidade para memorizar. Escolha um nome que seja curto, único e com sons familiares às pessoas.

4 – O nome deve ser curto
Embora a capacidade de armazenamento do cérebro seja considera ilimitada, há sempre um problema para armazenar, processar e reter tanta informação. Por isso, não queime o cérebro de seus clientes. Nomes curtos são mais fluidos e fáceis. Exemplos? Uber, Apple, IBM, B16.

5 – Escolha um nome fácil de soletrar
Não crie um nome que seja uma variável de uma palavra simples, mas com letras diferentes (como w, y, k). Isso só vai confundir as pessoas no momento de soletrar. Casos assim só valem quando a palavra for completamente nova.

6 – De olho nas tendências
Se o intuito for atingir um público antenado, o nome pode dar uma sensação de tendência. Mas é preciso tomar cuidado para que a marca não se torne completamente datada no futuro. O nome precisa continuar bom daqui a cinco anos. Além disso, é importante procurar um nome com um domínio disponível na internet.

7 – Seja único
Quando uma marca entra em um mercado, compete com outras para ser lembrada pelas pessoas. Se falha ao captar a atenção, certamente enfrenta problemas. São as características únicas que reforçam a identidade.

8 – Apelo com o público-alvo
Um nome precisa ser atraente para o público-alvo da marca. Para chegar ao nome ideal, é preciso entender a linguagem usada pelo público que deve ser alcançado. Qual é o estilo das pessoas? Quantos anos elas têm? Qual é o salário e a educação? Qual é o nível de sofisticação?

9 – Uma marca para sempre
O nome precisa ser maior que você. É algo que vai durar por gerações, que pode ser revolucionário e ter efeito em uma geração toda. Por isso não deveria estar ligado ao nome de uma pessoa. Walt Disney é uma das poucas exceções em que um nome de uma pessoa se manteve por muito tempo.

 

Fonte: Adaptado da Revista PEGN

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Bento XVI – O primeiro Papa a entrar em uma Rede Social!

“Demorei 18 meses a convencer o Vaticano a criar uma conta de Twitter para o Papa”

Uma carta que demorou 4 meses a ter resposta e um telefonema noturno que o apanhou de surpresa. No dia dos primeiros 140 caracteres, Gustavo Entrala estava ao lado do Papa. E conta como tudo começou.

Em 2009, o papa Bento XVI enfrentava uma das mais fortes ondas de contestação interna do seu pontificado. Quando levantou a excomunhão de quatro bispos da ultra-tradicionalista Fraternidade Sacerdotal São Pio X, que tinham sido ordenados à revelia do Vaticano pelo polémico arcebispo francês Marcel Lefebvre, Bento XVI abriu a porta aos críticos, que o acusaram de querer voltar aos tempos anteriores ao Concílio Vaticano II.

A contestação surgia, sobretudo, num meio a que a Igreja nunca tinha prestado especial atenção: os fóruns na Internet, os blogues e as redes sociais. O Papa viu-se obrigado a prestar um esclarecimento público para acalmar os ânimos, e fê-lo numa extensa carta enviada aos bispos do mundo inteiro. No documento, incluiu uma admissão inédita: “Disseram-me que o acompanhar com atenção as notícias ao nosso alcance na internet teria permitido chegar tempestivamente ao conhecimento do problema. Fica-me a lição de que, para o futuro, na Santa Sé deveremos prestar mais atenção a esta fonte de notícias”.

Na Espanha, o publicitário Gustavo Entrala, um católico, leu o documento como um “pedido de ajuda” do Papa. Responsável pela estratégia digital de figuras como Madonna, David Bisbal, Alejandro Sanz ou Miguel Bosé, além de ter implementado políticas de comunicação no Estado espanhol e em dezenas de empresas multinacionais, como a L’Oreal, a Warner Music, a EMI, a FNAC ou a Red Bull, Entrala decidiu oferecer os seus serviços ao Vaticano. Enviou uma carta ao porta-voz do Papa, Federico Lombardi, a mostrar-se disponível para ajudar. Era um tiro no escuro, uma vez que não conhecia ninguém na Santa Sé.

Gustavo Entrala em Lisboa (ANDRÉ CARRILHO/OBSERVADOR)

Cinco meses depois, recebeu um telefonema de Lombardi. Na altura, a Santa Sé estava a braços com mais uma crise: o escândalo da pedofilia. Quando chegou ao Vaticano, em 2010, descobriu uma realidade profundamente oposta à que esperava: ninguém comunicava, não havia estratégia e, sobretudo, não havia uma voz única que representasse a Igreja Católica.

Dois anos depois, a sua estratégia de comunicação da Santa Sé, materializava-se na criação da conta de Twitter do Papa, @Pontifex, que hoje, entre as nove contas em nove línguas, tem 47 milhões de seguidores.

Entrala esteve em Lisboa esta semana para uma conversa com jornalistas e responsáveis de comunicação da Igreja Católica em Portugal, organizada pelo Opus Dei, onde falou sobre os desafios que a comunicação social enfrenta. Antes do encontro, Gustavo Entrala deu uma entrevista ao Observador, em que recordou, ao detalhe, todo o processo que levou à criação da conta de Twitter do Papa. E revelou que todos os tweets publicados na conta @Pontifex são assinados, numa versão impressa, pelo próprio Papa, antes de seguirem para os arquivos.

Gustavo Entrala é o homem por trás da conta de Twitter do Papa (ANDRÉ CARRILHO/OBSERVADOR)

O papa Bento XVI escreveu, numa mensagem de 2012, que “em frases concisas, muitas vezes mais curtas que um verso da Bíblia, podem ser comunicados pensamentos profundos”. Já estava a pensar no Twitter?
Acho que ele estava mesmo a falar do Twitter. Pouco antes de lançarmos a conta de Twitter do Papa, em 2012, lembro-me de um briefing no Vaticano em que um cardeal citava o Papa precisamente com uma frase semelhante, tirada desse documento que o papa Bento XVI lançou nesse ano, sobre as redes sociais, como ter relações saudáveis através das redes sociais, como ser um bom cristão nas redes sociais. Esse era o pensamento do papa Bento XVI na altura.

Uns anos antes, em 2009, Bento XVI tinha escrito uma carta em que admitia que mais atenção à Internet podia ter evitado a crise à volta do levantamento da excomunhão de quatro bispos da Fraternidade São Pio X. Foi aí que começou a saga de criar uma conta de Twitter para o Papa?
No final de 2009, lembro-me de estar no meu celular num domingo de manhã, a navegar pelo Facebook — basicamente, a perder tempo –, quando um grande amigo meu me enviou essa citação do Papa. Pensei: é a primeira vez que vejo o Papa a falar da Internet num documento oficial. Li a carta completa, e a minha sensação foi a de que o Papa estava a pedir ajuda. Ele estava completamente perdido numa crise comunicacional dentro da Igreja, sentiu que as suas decisões não tinham sido bem entendidas.

A Igreja estava a atravessar várias crises na altura. A primeira, e a maior, foi a crise da pedofilia em todo o mundo. A equipa de comunicação do Vaticano teve vários contratempos na altura, cometeu vários pequenos erros. Por exemplo, lembro-me de o Papa falar dos preservativos em África, por exemplo. Lembro-me ainda de uma referência aos muçulmanos num discurso na Alemanha. Esses comentários não foram bem recebidos.

O sentimento que todos tinham dentro do Vaticano, como vim a perceber depois, era que não havia uma verdadeira estratégia. Não havia uma equipa de pessoas a pensar com o Papa sobre como ter uma única voz na Igreja, sobre como explicar às pessoas o que o Papa está realmente a querer dizer. No Vaticano, toda a gente estava isolada nos seus departamentos, era muito confuso.

“Bento XVI estava completamente perdido numa crise comunicacional dentro da Igreja, sentiu que as suas decisões não tinham sido bem entendidas”
Gustavo Entrala

E o Gustavo decidiu oferecer ajuda.
Sim. Vi aquilo como um pedido de ajuda do Papa. Sou católico, e na altura tinha começado uma empresa, a 101, uma agência de marketing digital. Falei com os meus colegas e decidimos tentar e escrever uma carta diretamente ao Vaticano. Como nós não conhecíamos ninguém lá, foi uma aposta.

O que escreveram na carta?
Mencionei, obviamente, o documento do papa Bento XVI, destaquei como ele referia que a Igreja não tinha as competências e os processos para trabalhar bem no mundo dos meios em tempo real. Referi também que, na minha perspetiva, nós tínhamos feito um trabalho ótimo para empresas globais em todo o mundo, ajudando essas empresas a mudar a sua forma de comunicar.

Expliquei que a primeira coisa que fazíamos era organizar um workshop com os líderes da empresa. Sentávamo-nos com a administração e dizíamos-lhes aquilo que víamos a acontecer. Como a comunicação institucional era feita, como as percepções das pessoas estavam a mudar, como neste mundo toda a gente tem o mesmo nível de autoridade para falar sobre qualquer assunto.

Também mencionei que ambos os sócios da empresa, na altura, eram católicos, e que adoraríamos trabalhar com o Papa neste processo.

E qual foi a resposta?
A nossa sensação, quando enviámos a carta, foi a de que estávamos a escrever uma carta a uma celebridade. Na verdade, escrevemos a Federico Lombardi, que na altura era o porta-voz do Vaticano, porque não tínhamos nenhuma ligação ao Vaticano. Foi uma aposta. Não esperava que alguém lesse a carta e não esperava qualquer resposta…

Um tiro no escuro.
Exatamente. O que fizemos foi esperar. Lembro-me de que cerca de quatro meses e meio depois, estava eu no meu carro a ir de Toledo para Madrid, tinha estado o dia todo numa festa com uns amigos, era sexta-feira à noite, 23h30 ou algo do género, recebo uma chamada de Itália no meu telemóvel. Atendo e ouço a voz de uma pessoa do outro lado que me diz: “Caro Gustavo!”

Era tão tarde que eu pensei que era uma piada. A sério! Pensei que um dos meus amigos estava a gozar comigo. Mas na verdade ele apresentou-se, disse que era Federico Lombardi, que tinham adorado a carta, que tinham estudado a carta profundamente. E eu pensei: “Pois, estou à espera há cinco meses!” (risos).

Ele foi muito simpático e disse-nos que aquele era o momento certo para nós irmos ao Vaticano. Aceitou a ideia de organizarmos um workshop com os principais responsáveis do Vaticano. Foi maravilhoso. Fomos lá duas semanas depois. Quando recebemos a chamada, tivemos de acelerar a preparação e fazer muito trabalho para termos capacidade de fazer o workshop duas semanas depois.

“A velocidade a que o Vaticano trabalhava na altura não era a velocidade a que as notícias voavam, e as crises surgiam. Havia um problema no sincronismo das duas realidades”

Quem esteve no workshop? O Papa esteve?
Não. Estiveram todas as pessoas responsáveis pela estratégia do Vaticano. Há muita gente ligada a isso, na Secretaria de Estado, que é o órgão de Governo do Vaticano, como se fosse o primeiro-ministro. Tínhamos muitas pessoas da Secretaria de Estado, muitas pessoas do gabinete de imprensa do Vaticano, muitas pessoas da Radio Vaticana e do Osservatore Romano, que eram os principais meios de comunicação do Vaticano na altura. Toda a gente que era responsável pela imagem e pela comunicação do Papa estava lá.

Foi aí que sugeriu pôr o Papa nas redes sociais?
Na verdade, não. Isso demorou muito tempo. Tivemos este seminário em fevereiro de 2010 e a conta de Twitter foi criada no final de 2012. Demorámos dois anos a convencê-los. Penso que nesses primeiros momentos ninguém tinha em mente a possibilidade de pôr o Papa no Twitter. Estavam tão longe disso que nem o mencionámos.

Nós tínhamos estudado a estratégia de comunicação de Barack Obama durante a campanha eleitoral de 2008 e o que ele tinha feito dentro da Casa Branca depois. Estudámos também outros líderes mundiais, como o Tony Blair. A primeira coisa que fizemos foi explicar-lhes como o mundo estava a mudar em termos de comunicação e de consumo de notícias, qual o impacto das redes sociais no mundo e nas democracias, a imagem das empresas globais.

No segundo dia, eles pediram-nos para falarmos de gestão de crises. Nós tínhamos feito muito trabalho nessa área com empresas na América Latina e com o governo espanhol, e tínhamos muita experiência em trabalhar a comunicação em tempos de crise, quer com um país quer com uma empresa. O que fizemos foi dedicar um dia a falar de como as controvérsias se desenvolvem e do que fazer quando se enfrenta uma grande controvérsia, como a pedofilia ou um mal-entendido sobre algo que o Papa diz.

Passámos-lhes um conjunto de procedimentos sobre como pensar sobre as crises. Um dos dias foi dedicado exclusivamente à questão da pedofilia, que estava a explodir naquela altura. Em 2010 foram os piores tempos da controvérsia, o número de casos estava a explodir em todo o mundo e a Igreja estava a ser muito lenta a responder. Os protocolos não eram claros. E nós estávamos no meio dessa crise e demos-lhes várias instruções. Acho que a comunicação correu bastante bem, depois.

Gustavo Entrala esteve em Lisboa para partilhar a sua experiência com a imprensa portuguesa (ANDRÉ CARRILHO/OBSERVADOR)

É a Igreja que demora muito tempo a dar um passo?
Sim, isso é parte do problema. A velocidade a que o Vaticano trabalhava na altura não era a velocidade a que as notícias voavam, e as crises surgiam. Havia um problema no sincronismo das duas realidades. Em segundo lugar, penso que este problema da pedofilia foi algo que afetou realmente tanto o papa João Paulo II como o papa Bento XVI. Eles não conseguiam acreditar que aquilo estava a acontecer, era algo completamente além da imaginação deles que alguns padres se pudessem comportar desta forma.

Em terceiro lugar, há um princípio na Igreja que é o de que a Igreja é santa, e de um ponto de vista teológico e espiritual é verdade. A Igreja é parte do corpo de Cristo, e desse ponto de vista é santa. Mas aqueles que são membros da Igreja não são santos, de todo (risos). Demorou muito tempo para eles assumirem isso, mas agora já vimos o papa Francisco a pedir perdão muitas, muitas, muitas vezes.

Os vossos conselhos foram importantes para essa mudança?
Não sei. Penso que fizemos parte de um processo que demorou tempo e as coisas importantes demoram tempo dentro de uma instituição. Lembro-me de que vários cardeais, na altura, pediram ao Papa para falar sobre isto, para enfrentar a realidade. Mas havia muita pressão no sentido contrário, também.

E o Twitter? Como surgiu a ideia?
Depois daquele workshop, voltámos para Espanha e percebemos que trabalhar dentro do Vaticano tinha sido uma experiência maravilhosa para nós, algo que nunca iríamos esquecer. O que aconteceu foi que, vários meses depois, eles ligaram-nos novamente e pediram-nos ajuda para implementar uma estratégia digital coerente para o Vaticano. Estivemos a trabalhar com eles em consultoria, a desenhar vários produtos e ideias. Um deles foi a criação de um site de notícias central, o Vatican News. Trabalhámos nesse produto e, quando estávamos para o lançar, sugerimos que o Papa fizesse um tweet sobre o lançamento, e ele aceitou.

O momento em que o papa Bento XVI publica pela primeira vez um tweet, na conta do Vatican News, anunciando o lançamento do portal

Eu estive lá com ele a publicar o primeiro tweet num iPad. Foi um momento muito emocionante para mim e foi notícia em todo o mundo. Isto aconteceu em maio de 2011. Esta primeira experiência, que foi muito boa, foi notícia em todo o lado, cativou muitos jovens, que ficaram muito impressionados por ver o Papa a twittar pela primeira vez. Mas, depois disto, demorei 18 meses a convencer o Vaticano a criar uma conta pessoal para o Papa no Twitter.

Na altura, eu ia a Roma a cada três meses, para falar com os responsáveis mais séniores no Vaticano, e a resposta era sempre não. Tinham dúvidas sobre se a conta de Twitter ia sobreviver, havia muito receio de a conta ser atacada e o nome do Papa ser usado de forma errada. Havia muito medo, e penso que essa foi a principal razão que fez com que eles demorassem tanto tempo a tomar a decisão final.

Mas finalmente lá os convenceu. O que é que os fez mudar de ideias?
Lembro-me de uma reunião com alguns dos principais conselheiros do Papa, ao almoço, e apresentamos um documento final para os ajudar a perceber todas as consequências positivas que podiam resultar dessa decisão e sobre como poderíamos resolver os problemas que pudessem surgir. Dissemos-lhes que se quisessem estar presentes no mundo e na mente dos jovens, dos millenials e por aí fora, tinham de estar lá.

Penso que a ideia de a Igreja ter uma ligação direta com a juventude foi a razão fundamental que os levou a decidir avançar. A Igreja pensa no futuro. Eles não são um negócio, mas precisam de crescer. Há um problema na Europa e na América da Norte, as pessoas vão cada vez menos à missa ao domingo, e eles estão conscientes dessa realidade. Para eles, estar nas redes sociais foi uma nova forma de expressar a necessidade do Papa de estar junto das pessoas.

O momento em que o papa Bento XVI publica o primeiro tweet na conta Pontifex, a conta oficial do líder da Igreja Católica

Quem escreve os tweets? É o próprio Papa ou há uma equipa por trás?
Com o papa Bento XVI, a maioria do trabalho era feito dentro da Secretaria de Estado. Eles trabalhavam várias ideias com o Papa, e o Papa aprovava cada tweet. É preciso entender que cada tweet que sai da conta Pontifex é pessoalmente assinado pelo Papa. Há um arquivo de todos os ficheiros, de tudo o que o Papa escreve, e tudo precisa de ser assinado pessoalmente pelo Papa. Tanto o papa Bento XVI como o papa Francisco têm este protocolo.

Em papel?
Sim, eles precisam de assinar uma cópia impressa de cada tweet, que depois segue para os arquivos do Vaticano.

Com o papa Bento XVI, o que eles faziam era tirar excertos das homilias e dos discursos dele. Resumiam os discursos e as homilias em 140 caracteres. Depois, com o papa Francisco, nós não sabíamos se ele ia querer continuar a twittar. Perguntámos-lhe, na primeira reunião que tivemos com ele, se ele queria manter a conta em funcionamento, e ele ficou muito entusiasmado. Perguntou quantas pessoas seguiam a conta no Twitter e nessa altura o número era cerca de 4 milhões de pessoas. Hoje, são 47 milhões.

Ele percebeu como o processo funcionava, quais as limitações do número de caracteres do Twitter, e insiste em escrever alguns deles. Eu deixei de trabalhar para o Vaticano no final de 2016 e, nessa altura, cerca de metade dos tweets eram pessoalmente escritos ou sugeridos pelo Papa. A outra metade era escrita a partir das intervenções dele, dos discursos dele.

Trabalhou com ambos os papas no Twitter. Que diferenças encontrou entre os dois na forma de comunicar?
O papa Bento XVI não teve muito tempo, só teve a conta de Twitter por três meses antes de resignar, enquanto o papa Francisco já vai em cinco anos de Twitter. O número de tweets é tão diferente que não se pode fazer uma comparação. Mas cada Papa tem o seu próprio estilo. O papa Bento XVI diz muito em muito poucas palavras, é um homem muito inteligente e é capaz de dizer muitas coisas numa simples frase. É muito criativo no seu estilo, intelectualmente criativo.

Já o papa Francisco é muito mais direto, toda a gente consegue entender o que ele diz. Tende a ser muito emocional, fala muito de Jesus, sobre o amor a Jesus e às outras pessoas, aos amigos, à família. É muito quente. Não estou a dizer que o papa Bento XVI fosse frio, mas era mais intelectual. É preciso mais formação para perceber o que o papa Bento XVI quer dizer, e não é preciso para entender o que o papa Francisco diz. Ouvindo os discursos deles é possível entender essa diferença. O estilo de cada papa no Twitter foi fiel ao estilo da pessoa.

Os papas “precisam de assinar uma cópia impressa de cada tweet, que depois segue para os arquivos do Vaticano”

O Papa tem um computador, um celular, usa a Internet?
Não, não. O papa Bento XVI não tinha um computador e o papa Francisco também não tem. O papa Francisco tem é um celular, um daqueles Nokia antigos, que se dobram. E não faz ideia de como usar um tablet. Ele tem 81 anos, nunca usou um computador. Lembro-me de uma vez ter estado numa reunião no Chile com um dos seus bispos auxiliares de Buenos Aires, ainda antes de sabermos que ele iria querer manter o Twitter, e eu perguntei-lhe: “Ele usa um computador ou um telemóvel?” E ele disse-me que não, que o último dispositivo que ele tinha usado tinha sido uma máquina de escrever antiga.

Ele estava completamente ausente do mundo tecnológico, mas isso não é um problema, porque ele entende os meios, a interatividade, como promover campanhas remotamente através das redes sociais. E tem muito conhecimento sobre o significado sobre cada um dos meios.

Trabalhou até 2016 com o Vaticano, por isso também esteve lá quando o Papa aderiu ao Instagram. Era o passo seguinte?
Isso já aconteceu no final da minha colaboração com o Vaticano, e apareceu como uma decisão natural. Eles queriam chegar aos mais jovens, e o Instagram é muito importante para chegar aos jovens. A decisão de não utilizar o Facebook teve a ver com o facto de ser muito difícil para a equipa do Vaticano gerir uma conta. O Facebook implica muito feedback das pessoas e, se repararmos bem, o Facebook não se tornou o lugar onde os líderes mundiais se pronunciam. O Facebook é para as relações pessoais, o Twitter é que é o lugar onde os líderes mundiais falam. E isso é certo, penso que o Vaticano tomou uma boa decisão ao não utilizar o Facebook.

É possível, hoje, viver sem redes sociais?
Não. Quer dizer, pode-se viver sem redes sociais, mas é preciso entender que as redes sociais incluem também o WhatsApp, por exemplo. Não se pode viver sem WhatsApp. Tenho alguns amigos e conhecidos que não o usam e estão relativamente isolados, por escolha própria. Decidiram que não queriam usar, mas o problema é que quando alguém toma essa decisão, força os outros a enviar um SMS ou a telefonar. Relativamente ao resto das redes sociais, penso que cada um precisa de decidir qual vai ser o estilo de vida digital. Nem toda a gente usa o Instagram, podem preferir o Twitter. Outros podem dizer que preferem o Facebook porque têm lá mais amigos. Não é preciso estar em todas as redes sociais, mas é preciso definir qual é o estilo de vida digital de cada um.

 

Fonte: Observador

santidade

O TRABALHO – caminho de vida e santidade.

No início da Criação, em face da queda de nossos primeiros pais, Deus falou para o homem: “Porque escutaste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te proibira de comer, maldito é o solo por causa de ti. Com sofrimentos, dele te nutrirás todos os dias de tua vida. Ele produzirá para ti espinhos e cardos e comerás a erva dos campos. Com o suor do teu rosto, comerás teu pão até que retornes ao solo, pois dele foste tirado.” (Gn 3,17-19).

Aparentemente, o trabalho foi colocado para o homem como um castigo, mas há que se ver que Deus, na sua misericórdia para com a sua obra-prima, a quem tinha criado à sua imagem e semelhança, quis desde logo colocar o trabalho para o homem como uma forma de redenção.

Veja-se que o próprio Jesus, nosso Redentor e Salvador, trabalhou até os 30 anos de idade, como carpinteiro, demonstrando a todos que todo trabalho é santo, não levando em conta a sua importância dentro do contexto social, quer seja o mais humilde e simples ou o mais nobre e relevante. Como nos ensina Felipe de Aquino, no livro “Sede Santos”, p. 109, “trabalhando, como homem, Jesus tornou sagrado o trabalho humano e fonte de santificação”.

O Catecismo da Igreja, no número 378, ensina que o trabalho não é uma penalidade, mas sim a colaboração do homem e da mulher com Deus no aperfeiçoamento da criação visível”. Mais adiante, no número 2427, acrescenta:

“O trabalho honra os dons do Criador e os talentos recebidos. Suportando a pena do trabalho unido a Jesus, o artesão de Nazaré e o Crucificado do Calvário, o homem colabora de certa maneira com o Filho de Deus na sua obra redentora. Mostra-se o discípulo de Cristo carregando a cruz cada dia, na atividade que está chamado a realizar. O trabalho pode ser um meio de santificação e uma animação das realidades terrestres no Espírito Santo”.

Com efeito, quanto nos lamentamos e até mesmo murmuramos em relação ao nosso trabalho em si, ao quanto percebido como remuneração, em relação às tarefas espinhosas que nos são cometidas por nossas autoridades, ou aos nossos colegas de trabalho, muitas vezes gerando para nós uma inaceitação total daquilo que é justamente uma forma de servirmos e de colaborarmos para o aprimoramento da sociedade em que vivemos.

Em outras ocasiões, colocamos todas as nossas esperanças de vida, expectativas e anseios no fruto que advirá de nosso labor e aí o trabalho tem invertida a sua finalidade, porque passamos a ser verdadeiros escravos de nossas atividades, comprometendo nossa disponibilidade de tempo, nossa família e o tempo que devemos dar a Deus.

Na realidade, o trabalho deve ser entendido como dom de Deus para com a criatura dele. É forma, caminho e meio de santificação. É forma de servir o irmão. É meio de por Ele sermos co-criadores, instrumentos de evangelização da humanidade tão sedenta de Deus.

Jesus, na sua vida terrena, disse para todos: “O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Mt 20,28). E veja que Jesus, sendo Deus e homem, serviu até a morte, e morte de cruz, para nos resgatar do pecado e nos conduzir à vida eterna. Deu seu exemplo para cada um de nós.

Consoante ensina Felipe de Aquino (ibidem, p. 110):

“Não podemos dividir a nossa vida em duas dimensões, uma religiosa, que se desenvolve na Igreja, nas horas de oração e de Encontros, e outra, que é a vida do trabalho, como se uma fosse sagrada e a outra profana. Não. Isso é um grave engano. Toda a nossa vida é sagrada, tanto a espiritual quanto a profissional. Nada é profano na nossa vida”.

E seguindo esse raciocínio, Santo Inácio de Loyola nos ajuda quando diz esta bela oração:

“REZAI como se tudo dependesse de Deus

e TRABALHAI como se tudo dependesse de vós”.

São Paulo, na sua Carta aos Colossenses (3,17), afirma: Tudo o que fizerdes, por palavra ou por obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” e, no versículo 12, aduz: “Tudo o que fizerdes, fazei-o de bom coração, como para o Senhor e não para os homens. Sabeis que recebereis como recompensa a herança das mãos do Senhor. Servi ao Senhor Jesus Cristo”.

E no exercício do trabalho, por mais árduo e difícil que seja, ofereçamo-lo ao Senhor, porque sem o trabalho o homem jamais poderia ter construído todas as civilizações que já se sucederam na história e que ainda hão de se suceder; não haveria pão para o alimento, casa, transporte, remédios, cultura etc.

Com o trabalho o homem se sente útil, identifica-se com o próprio Cristo que veio servir, apesar de ser Deus. No serviço, na ajuda ao próximo, na doação de si mesmo, na fruição dos dons que o Senhor nos deu, estaremos reproduzindo os talentos que gratuitamente nos foram dados pelo Senhor. Através do trabalho honesto, do suor despendido nas nossas atividades laborais, por mais difíceis e penosas que sejam, teremos a missão de santificar o mundo, a família, a política, a universidade, a música, a arte, a pesquisa, enfim, tudo o que nos é dado fazer em todos os campos da atividade humana.

Pelo trabalho de cada um, concretamente realizado, haveremos de ser “sal da terra e luz do mundo” (Mt 5,12). Se eu sou um cientista, que eu procure sê-lo na busca daquilo que possa ser útil ao meu irmão, em particular, e à sociedade, como um todo; se sou um operário, que procure cumprir as minhas obrigações que me são ordenadas pelo meu patrão; se sou médico, que seja um verdadeiro missionário na busca de levar lenitivo àqueles que sofrem os males do corpo; se sou advogado, que veja na causa do meu irmão uma forma de buscar a realização da justiça e do direito. Assim, no trabalho, busquemos ser santos, como o Pai quer que o sejamos – “Portanto, deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48).

E, finalmente, lembremo-nos de que, pela fadiga de cada dia, estaremos em comunhão com o Cristo ressuscitado, colaborando com o Senhor na redenção do mundo e, dessa forma, “completando na minha carne o que falta à paixão de Cristo no seu corpo, que é a Igreja” (Col 1,24).

Assim, realizando o trabalho, estaremos dando nossa resposta de amor, de fé e de confiança em Nosso Senhor Jesus Cristo, seremos testemunhas para os nossos irmãos de que através do labor possamos ser instrumentos de paz, de concórdia, de unidade e, dessa forma, tornaremos o nosso trabalho uma contínua oração, um caminho perfeito de vida e de busca da santidade.

Fonte: Arquivo Shalom