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Os principais documentos da Igreja sobre comunicação

14 outubro 2020 / By Francisco Eugênio

Não temos dúvidas, a missão evangelizadora da Igreja está diretamente ligada à comunicação, pois é dever dela comunicar ao mundo que Jesus Cristo é o Salvador dos homens, anunciando-O por meio do Evangelho. Para cumprir este objetivo, a Santa Sé sempre fez uso dos meios de comunicação e sobre eles publicou diversos documentos papais ao longo dos séculos. 

Queremos que você conheça alguns dos principais documentos publicados. Todos podem ser acessados diretamente no site do vaticano clicando no link em seus títulos, exceto o “Inter Multiplices”.

Igreja e comunicação: conheça alguns documentos


“Inter Multiplices” (1487)
Bula publicada pelo Papa Inocêncio VIII para definir o pensamento da Igreja sobre os meios de comunicação e a maneira como eles deveriam ser abordados. Algumas décadas após a invenção da prensa, preocupado com a vida espiritual dos católicos frente à nova tecnologia, o Papa utilizou este documento para passar orientações cuidadosas aos bispos com relação ao material eclesiástico que seria publicado.

“Vigilanti Cura” (1936)
Escrito pelo Papa PIO XI, é considerado o primeiro documento de um Papa sobre o que chamamos hoje de “meios de comunicação modernos”, nesse caso o cinema, destacando os perigos, valores e oportunidades possibilitados pelo meio de comunicação, inclusive afirmando que “os filmes não devem apenas servir para passar o tempo, pois eles podem e devem iluminar os espectadores e direcioná-los positivamente para o bem”. 

Papa Pio XI

“Miranda Prorsus” (1957)
Nesta Encíclica, o Papa Pio XII ilustra o pensamento da Igreja sobre os “meios eletrônicos”, também conhecidos como “mídias modernas”, fazendo uma análise positiva dos meios de comunicação de massa: cinema, rádio e televisão, mas incentivando que os seus consumidores não recebam suas mensagens de maneira acrítica. 

Papa Pio XII

“Inter Mirifica” (1963)
Produzido durante o Concílio Vaticano II, tem a comunicação como assunto exclusivo, inclusive sendo o primeiro a adotar o termo “comunicação social”. Neste documento, a comunicação é tratada como um processo entre seres humanos que têm direitos à informação e à opinião pública. Por meio dele, a Igreja reconhece nas novas tecnologias da comunicação um caminho necessário para uma evangelização eficaz. 

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“Communio et Progressio” (1971)
Neste documento, a Igreja orienta os cristãos frente aos meios de comunicação, que são destacados como fatores do progresso humano. É ressaltada a importância do acesso à informação e a importância da formação profissional.  

“Aetatis Novae” (1992)
Instrução pastoral que resume aspectos primordiais no campo da comunicação, refletindo sobre as consequências pastorais das “revoluções tecnológicas”, orientando para necessidade de uma pastoral que acolha os profissionais de comunicação. 

Aetatis Novae | The Way I See Things

“O Rápido Desenvolvimento” (2005)
Carta apostólica de são João Paulo II direcionada aos responsáveis pelos meios de comunicação. O documento fala sobre o rápido desenvolvimento das tecnologias no campo da mídia, ocorridos desde o decreto Inter Mirifica.

O Papa escreve sobre a importância do discernimento e do compromisso missionário, fala sobre uma mudança de mentalidade e renovação pastoral, a relação da mídia com as grandes questões sociais e exorta a uma comunicação verídica e livre, que contribua para consolidar o progresso humano com a “força do Espírito Santo”. 

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Em praticamente todos estes documentos a Igreja chama a atenção para as diferentes vias dos meios de comunicação social: estes podem ser usados para o bem ou para o mal. Como a Mãe que aconselha, busca orientar os cristãos católicos para o bom uso das ferramentas de comunicação, com o conteúdo produzido e consumido sendo condizentes aos valores professados pela própria fé.

About The Author

Francisco Eugênio

Um cristão designer apaixonado em solucionar problemas com criatividade. Casado com Aline Rocha, 28 anos, pai do Bento, natural do Rio de Janeiro - RJ.

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