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São Paulo, sua conversão e a comunicação

São Paulo é uma das grandes referências da Igreja Católica quando falamos sobre conversão e comunicação. Ele dedicou-se muito para interagir com comunidades distantes, utilizando-se de cartas, meio de comunicação considerado rápido em seu tempo.

A intenção de São Paulo era relatar sobre o Evangelho de Jesus Cristo, movido, inicialmente, pela milagrosa experiência de conversão que teve após encontrar-se com o Senhor. São estes os dois aspectos que queremos abordar sobre São Paulo: a sua conversão e a sua desenvoltura comunicativa.

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A conversão de São Paulo

À época ainda chamado Saulo de Tarso – seu nome seria mudado por Jesus posteriormente -, ele era conhecido por ser um contumaz perseguidor dos cristãos, os quais considerava inimigos, por vê-los como praticantes de uma seita.

Em uma viagem a cavalo em direção à cidade de Damasco, para lá prender todos os cristãos que encontrasse, Paulo foi surpreendido por uma luz forte vinda do céu, que o fez cair do cavalo e perder a visão. Assustado, ouviu uma voz que perguntava “Saulo, por que me persegues?”.

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Trêmulo, ele pergunta quem é, e tem a resposta “Eu sou Jesus, a quem tu persegues”. Jesus ordena que ele se levante, entre em Damasco e que lá encontraria alguém que o ajudaria.

Em Damasco, recebe auxílio dos cristãos, os mesmos que iria condenar, e um deles, Ananias, enviado pelo Senhor, o acolhe e o batiza. A partir daí, Paulo inicia uma nova vida, tornando-se o maior discípulo de Cristo, levando o Evangelho a todos e nos ensinando duas lições: a de que todos nós somos convidados a retornar às nossas origens, pois somos de Deus e retornaremos para Deus e que ninguém sai a mesma pessoa após ter um encontro verdadeiro com Jesus. 

Todo o relato de sua conversão está no livro dos Atos dos Apóstolos no Novo Testamento da Bíblia.

São Paulo e a comunicação

A habilidade de São Paulo com a comunicação é diretamente inspirada pela experiência que ele teve com Cristo somada ao amor desenvolvido pelo Evangelho e pelas pessoas. 

E evangelizar é comunicar. São Paulo sabia disso, manteve contato constante com aqueles que estavam próximos a ele, buscou todos os recursos que dispunha em sua época para se comunicar com comunidades distantes e enviou emissários aos locais em que ele não podia ir, quando estava preso, por exemplo.

Tudo isso ávido por transmitir às pessoas a boa nova de Jesus. Ele queria que elas também tivessem a experiência do encontro com Cristo e que suas vidas, da mesma maneira, igualmente fossem transformadas. 

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Há um grande trunfo em sua mensagem: ela não é sobre si próprio. Jesus é o grande protagonista de suas cartas, é sobre Ele que o apóstolo quer falar. “Já não sou mais eu quem vive, é Cristo que vive em mim”. (Gl 4, 20)

Sua influência é tão grande que atinge a missão evangelizadora da Igreja até os dias de hoje, servindo como inspiração aos comunicadores católicos que buscam levar a Palavra de Deus ao maior número possível de pessoas, amparados pelas novas tecnologias comunicativas.

Em nosso tempo, permanecem suas lições de buscarmos uma comunicação humana, utilizando de meios técnicos avançados, mas sem perder a necessidade do contato pessoal e compreendendo que não existe Igreja sem comunicação.

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